Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

F1 + Cinema

Fórmula 1 e cinema são dois grandes espetáculos. Envolvem muito dinheiro, mega-produções, equipamentos de última geracão, despertam o interesse de milhões de fãs e são palcos perfeitos para acões promocionais criativas e bem humoradas.

A primeira casadinha F1/Cinema que eu me recordo é essa de 2005 em Mônaco envolvendo a Red Bull (que a globo insiste em chamar de RBR) e o filme Star Wars. Uma pintura especial no carro e os personagens do filme circulando pelos pits.



No ano seguinte, para divulgar Superman, a mesma Red Bull vestiu seus pilotos de herói. Engraçado, divertido, eficiente e cheio de sorte. David Coulthard chegou em 3º e subiu ao pódio de capa vermelha e tudo.



Para este fim de semana, a Toyota pintou parte de seus carros com imagens do novo Filme do Batman.



Para completar o circo, o Batmóvel ainda deus umas voltas pelo lendário templo de Silverstone onde outro herói, Ayrton Senna, reinou absoluto.



Para quem me conhece, eu não fiquei louco. Continuo achando o Piquet o melhor piloto brasileiro de todos os tempos, mas na terra da rainha, tenho que dar o barço a torcer: só deu Senna.

Promoção sem prêmio.

Quem gosta um pouquinho de Fórmula1 sabe que a única peça que é de propriedade do piloto é o seu capacete. Carros, macacões, roupas, bonés e demais itens são iguais.
É o único lugar onde o piloto pode expressar sua personalidade e divulgar patrocínios pessoais. Essa introdução foi só para posicionar o valor que tem um capacete na F1.
Muitos pilotos fazem versões especiais das pinturas de seus cascos em homenagem aos seus paises de origem, à eventos especiais, e uma infinidade de eventos que merecem distinção.

Tudo isso feito por grandes designers, com resultados lindos e que sempre geram algum tipo de buzz ou divulgação.

O piloto inglês Jenson Button acaba de fazer uma promoção em seu site envolvendo seu bem mais precioso.

Os fãs podiam acessar a página do piloto e personalizar um capacete para que Button use durante o GP da Inglaterra em Silverstone nesse domingo.

E qual o prêmio?

Ter sua pintura usada pelo piloto. Mais nada. Nem o capacete você ganha.
Uma promoção onde o prêmio é o orgulho e a satisfação de ter estampado o seu design na parte mais exclusiva da indumentária do piloto. Poder dizer: eu fiz!

A promoção não é inédita, o brasileiro Tony Kanaan já fez uma vez e ainda deu o capacete ao ganhador. Com certeza outros pilotos também já o fizeram.

Não descobri quantas pessoas participaram, mas a galeria de capacetes, link abaixo, é bem divertida e britânicamente, este foi o modelo ganhador.



Para ver mais ou fazer seu capacete, mesmo que a promoção já tenha acabado, clique aqui.



Eu concordo com o Capelli, origem deste post, que este é o mais divertido.
Se o objetivo é aparecer, nada mais adequado.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

24 Horas



Os 10 Mandamentos do Engajamento

(por Fabiano Coura, Diretor de Planejamento de Ativação da Neogama/BBH)

Em um cenário em que consumidores exercem o protagonismo em massa através da Internet, o compartilhamento de experiências com marcas é absolutamente incontrolável e pode servir tanto para ajudar, quanto para comprometer suas reputações. Por isso mesmo, as experiências vivenciadas e acumuladas pelos consumidores com uma determinada marca passam a ganhar cada vez mais importância diante das demais atividades exercidas para sua construção. É como se os consumidores gradualmente passassem a valorizar mais os atributos que de fato eles possam experimentar e comprovar, do que aqueles que são repetidos incansavelmente pela própria marca.

As experiências podem ser “entregues” em uma atividade de comunicação ou podem ser maximizadas durante o próprio consumo do produto ou do serviço (momento em que o nível de contato com a marca é máximo). Elas podem envolver a participação ativa (ou apenas a presença) de um consumidor ou podem envolver a interação com os produtos e serviços (ou apenas uma simulação dessa interação). Independentemente do modelo de entrega e de seu formato, obrigatoriamente elas devem fazer prevalecer um conjunto de emoções, sensações e aprendizados naqueles que as vivenciarem. A profundidade dessa imersão será sempre maior na medida que o envolvimento, a qualidade, o desafio e a complexidade da experiência também forem. E quanto mais profunda for a imersão do participante, ou seja, quanto maior for sua dedicação, atenção e concentração, mais efetiva será a transferência das emoções planejadas e a absorção das mensagens desejadas – um maravilhoso provérbio chinês de mais de 4.500 anos já declarava essa relação entre a imersão e a qualidade da assimilação de um ensinamento: me diga e vou esquecer, me mostre e vou me lembrar, me envolva e eu vou compreender.
Para gerar experiências de imersão, pense nas formas pelas quais sua marca poderia se aproveitar melhor dos canais e das ferramentas existentes para envolver e transportar seus consumidores para seu universo: eventos, mundos virtuais, ambientes de realidade virtual, vídeos-game, redes sociais, jogos em celulares, filmes interativos na Internet, entre outras. Pense também sobre como as atividades atuais de sua marca poderiam ser ampliadas ou estendidas para causar imersão e sensações além dos impactos. Pense que no contexto desse raciocínio, as mídias se tornam “convites” para a experiências planejadas, ou senão as próprias interfaces para entregá-las.
Exemplos:

Ativação do Titanic


Realmente quando o assunto é “criar experiências” ainda temos muito para aprender com os americanos. Voltando da conferência agora a pouco dei uma passada em uma exposição aqui no Metreon de artefatos retirados do Titanic. Confesso que não estava esperando muito, mas sai de lá tão empolgado a ponto de parar só para escrever esse post.
O roteiro da exposição é dividido em 3 partes, todas recheadas de artefatos reais trazidos do fundo do mar. Na primeira você passa por uma seqüência de salas que contam um pouco sobre a construção do navio, com toda uma ambientação (sons, odores e luzes) que fazem você se sentir em um estaleiro. Na segunda parte você literalmente passeia pelo navio! Passa pelos corredores da terceira classe, por todas as cabines, pela cozinha, pelo salão central (com uma réplica perfeita da famosa escadaria)... Tudo feito com o máximo de cuidado para reproduzir fielmente os ambientes do navio, com muitas peças retiradas de antiquários, inclusive. Na seqüência você atravessa um corredor escuro e o clima começa a ficar mais tenso. O barulho do mar é forte e, de repente, você esta em uma sala muito - mas muito - fria em que um enorme bloco de gelo (real) tenta reproduzir o cenário do acidente. Daí para frente você tem a sensação de ter estado com todas aquelas pessoas (essa parte é horrível). Obviamente tudo isso culmina em uma lojinha em que você pode comprar uma infinidade de bugigangas, incluindo uma réplica da roupa do comandante (será que alguém compra isso?) e uma cópia exata do cardápio da festa da primeira classe da noite do acidente (esse eu vi uma mulher comprando!). Meio Disney, meio bizarro, mas sensacional.





Construa sua Cidade "Limpa" no Game Electrocity

Essa faz parte da série FAZER ao invés de FALAR! Muito bacana esse game online desenvolvido pela Genesis Energy, uma das principais provedoras de energia da Nova Zelândia. Ao estilo SimCity, o jogo desafia as crianças a criar e gerenciar uma cidade sustentável e em perfeito equilíbrio com o meio-ambiente. Muito bem pensado e produzido, possui até funcionalidades e conteúdo específico para que professores possam complementar o ensino sobre o processo de geração de energia. Vale a pena ver esse vídeo que conta direitinho a estória toda.

O Skol Beats Deste Ano Está Em Suas Mãos

A idéia não é nova, mas é muito legal ver marcas mainstream surfando ondas novas e maiores. Sem dúvida o nível de engajamento das pessoas será muito maior do que nos anos anteriores, assim como o impulso no awareness do evento, a medida que a campanha for envolvendo as pessoas gradualmente e fazendo com que elas se sintam donas do projeto. Partipe aqui.


Batman: Um Filme Que Virou Evento

Tudo começou com uma nota de 1 dólar, um ano antes do lançamento do filme Batman The Dark Knight. A partir daí se iniciou uma campanha intitulada "Why so serious?" que engajou milhares de pessoas no mundo todo em uma espécie de evento / competição que envolvia diversas atividades.

Ao longo da campanha, as charadas do Coringa eram distribuídas gradualmente para os participantes de diversas formas, tanto no mundo real, quanto na Internet, que se uniam para decifrá-las. À medida que a campanha envolvia os participantes, detalhes do filme iam sendo revelados, como uma espécie de recompensa dada aos jogadores (o pôster acima, por exemplo, foi divulgado através de SMS exclusivamente aos participantes).
No final do projeto, mais de 2 milhões de pessoas efetuaram o download do trailer, que na seqüência dominou a blogosfera. O vídeo abaixo ilustra as atividades que rolaram em San Diego, mas você pode ver também aqui como foi a passagem do ARG pelo Brasil através dos posts do Merigo, do Brainstorm #9.

Uma boa noite de sono para quem?

Eu escrevi aqui sobre o problema da visibilidade pela visibilidade.

Hoje estou menos revoltado, mas ainda acredito nos princípios que deram origem ao post. E estou retomando esse assunto justamente para fazer uma análise de uma ação de visibilidade que rolou há algumas semanas atrás em Tokyo, Japão.

A ação faz parte da campanha "Boa noite de sono", da rede de hotéis ANA Crowne Plaza. Veja o vídeo abaixo e continuamos logo depois:



Alguém aí se lembrou desta conhecida ação da Adidas?

A idéia é a mesma, porém na minha opinião a relevância é bem menor no caso da ação para a rede de hotéis. Por quê?

Para começar a Adidas é uma marca mundialmente conhecida, cujo target transita entre diferentes classes sociais, faixas etárias e perfis psicográficos. Ou seja, uma ação com esse formato possui muito mais chances de impactar o público potencial (nem que seja por meio da divulgação online). Além disso o "outdoor vivo" é uma materialização do conceito "Impossible is Nothing", amplamente divulgado e conhecido, e por isso contribui para solidificar os valores da marca.

Nesses casos, onde a ação de visibilidade cumpre uma função tática dentro de um plano 360º, ótimo.

Agora, e quanto a ação para o ANA Crowne Plaza? Eu não conheço outros desdobramentos da campanha, mas acredito que essa verba poderia ser gasta de forma mais inteligente. Ao contrário do que acontece com Adidas, o público do hotel é bem mais nichado. Provavelmente estamos falando de executivos de alto poder aquisitivo, adultos ou famílias em férias. Uma ação segmentada, one-to-one, não seria mais eficaz? Ou talvez até mesmo uma promoção para ampliar o público da rede. Não posso afirmar com certeza, afinal não conheço o projeto por inteiro.

Mas independente disso, acredito que essa ação de visibilidade não deveria ter sido implementada porque na minha opinião ela está conceitualmente errada. Você venderia uma boa noite de sono colocando uma cama pendurada do lado de fora de um prédio na vertical? A não ser os lavadores de vidro fossem meu público-alvo, eu não faria isso. A ação não me vende a idéia de uma boa noite de sono, e nem ao menos projeta a experiência que eu vou vivenciar no hotel. É quase uma exibição de rapel, e só por isso as pessoas na rua pararam para ver.

Mais um caso de visibilidade pela visibilidade. Mais um anunciante que dormiu no ponto.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Free templates

Há algum tempo atrás minha amiga Catarina Moraes, aqui do planejamento da b\, me enviou alguns links que me levaram ao éden dos templates grátis para PowerPoint. Bem, na verdade alguns são pagos, mas aí cabe a você decidir se vale a pena ou não o desembolso.

Seguindo a idéia central do filme "A Corrente do Bem", agora é a minha vez de compartilhar essa utilíssima dica com vocês, colegas de profissão.

A gente nunca sabe quando vai precisar, não é mesmo?

Clique aqui, aqui, aqui ou aqui.

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Gorila vs Orangotango

Eu escrevi aqui sobre um novo viral da Levi's, afirmando que ele bebeu da mesma fonte de um conhecido viral da Ray-Ban.

Pois bem. Há alguns dias atrás eu tive contato com mais dois vídeos da marca, que dessa vez parecem ser um pouco mais originais. E de acordo com o que li aqui, os 3 compõem uma série de virais da Levi's lançada recentemente na internet. Vejam os dois últimos vídeos na sequência :





Uma coisa é certa: muitas marcas ainda acreditam na velha fórmula "habilidades mirabolantes supostamente criadas por consumidores". Excluindo o vídeo do orangotango - por razões óbvias - é notório o esforço para fazê-los parecer real. Mas será que isso cola com os consumidores, cada vez mais "vacinados" contra esse tipo de ação? A resposta está nos comments nas páginas dos vídeos no YouTube, onde "fake" é a palavra mais comum.

Acho que estamos em um momento onde não é mais válido tentar fazer comunicação criada por marcas se passar por vídeos criados por pessoas reais. Isso funcionava no início. Hoje em dia pouco importa de onde veio, desde que o conteúdo seja relevante. Sejamos legítimos, sinceros e, acima de tudo, transparentes.

O aclamado filme do gorila, criado pela Cadbury e vencedor do Grand Prix de Film em Cannes, confirma essa idéia. Seu único objetivo era proporcionar 30 segundos de diversão para as pessoas, e talvez por isso tenha sido um dos vídeos mais viralizados e comentados da história da internet, mesmo com a logomarca do produto no final.

Entenderam agora o título do post? E aí, quem ganha a batalha?

Marketing da Sutileza


Wall•e já é um grande sucesso de bilheteria e de licenciamentos e vai ser quando sair o DVD e etc.
Eu ia escrever um post sobre um detalhe do filme quando o Gustavo me mandou este post do Seth Godin

É espetacular como a Pixar valoriza seus lançamentos sem mega-hiper-ações e não entope seus filmes de "merchans". Leia o post do Seth Godin e entenda mais sobre isso.

O detalhe que eu ia citar é que dá para saber quantas pessoas tem ou usam Mac na sala de exibição.
Quanto eu assisti, apenas eu e mais um cara rimos quando o robozinho "liga". Você reparou? Coments.

Motomix no Parque

Você acredita que um show gratuito com bandas gringas - aqui no Brasil - é sinônimo de confusão e experiência ruim para o público? Nem sempre.

Ontem fui em família para o Motomix, no Parque Ibirapuera, e gostei bastante do que vi. Não pelos shows, pela estrutura ou por qualquer recurso interativo ultra-tecnológico (mesmo porque não havia nenhum). A experiência foi ótima pelo clima do evento, que lembrou muito aqueles shows abertos ao público organizados em praças e parques europeus.


(Fujyia & Miyagi em ação)

A estrutura era simples, sem bar, chapelaria ou qualquer outra "regalia" típica dos grandes shows. Mas o fato de ter sido montada no meio do parque Ibirapuera contribuiu para criar um ambiente orgânico, natural e por isso mesmo convidativo. Nada de tumulto. Nada de brigas. Apenas pessoas curtindo um sábado no parque, com seus filhos e cachorros. Obviamente a concentração de indies era maior do que num sábado comum. :)

Mas isso só confirmou que a Motorola parece saber o que quer. Todo o festival - desde o conceito até a divulgação - foi pensado para um público específico, nichado, sem ter a pretensão de se tornar um novo Skol Beats ou Nokia Trends. Já que não conseguiriam bater esses fortes concorrentes, preferiram impactar de maneira mais relevante um público visivelmente alpha (como costumamos chamar em nossos planos os trendsetters). Megalomania X Relevância.

As 30 caçambas do Disk-Mobilidade, que serviram para divulgar o evento dias antes, estavam todas lá. Juntas com um grande cubo no meio da pista, onde foram projetadas imagens enviadas pelo público via site, compuseram a cenografia do evento. E realmente não era preciso mais nada. A natureza do parque Ibirapuera fez o resto.

Um bom exemplo para nós Promo Planners, que muitas vezes planejamos eventos para grandes marcas e acabamos tentados a nos diferenciar pelo MAIS ao invés do MENOS.

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Promoção 2 em 1

Estou inaugurando agora uma nova seção do Promo Planners, que vai se chamar Promoção 2 em 1. A idéia é promover 2 idéias legais em 1 único post. Supimpa né? Como eu sei que tem gente que respondeu "não" a essa pergunta, vou contar a verdade. É que eu estou com 2 abas abertas aqui no meu Firefox com coisas interessantes que eu queria compartilhar com vocês, mas que não necessariamente tem a ver com marketing promocional. Aí eu inventei essa história de "nova seção" para me livrar de ter que escrever um post com pensamentos e reflexões profundas. Portanto, encarem a Promoção 2 em 1 como um momento de inspiração.

1. Lamato Network. The real social, social network.



Para divulgar sua linha de misturas para cocktails, a canadense Mott´s Clamato criou uma rede social fake. Cuma? Ao entrar no site você se depara com uma uma espécie de Facebook para pessoas com mais de 30 anos. Só que tudo não passa de uma brincadeira para convidar as pessoas a viverem o mundo real. Muito pertinente em se tratando de uma marca de bebidas alcoólicas. Vejam o vídeo de apresentação e naveguem pelo site. Vale a pena.

2. O hambúrguer mais caro do mundo



Essa aqui foi uma jogada de mestre. Uma das maiores redes de fast food do planeta, o Burguer King, lançou no dia 18 de junho o sanduíche mais caro do mundo. Você compra o "The Burguer", como foi batizado, pela bagatela de US$200,00. Achou caro? Bem, as 8 pessoas que o compraram logo no primeiro dia não acharam. Por que é uma jogada de mestre? Porque quebrou o recorde mundial do sanduíche mais caro do mundo (o recorde anterior era de US$ 130,00), repercutindo em toda a internet e gerando resultados muito positivos em termos de mídia espontânea. Fora isso, será que a inserção de um sanduíche ultra-premium no cardápio não vai alavancar a imagem da marca, demonstrando um alto padrão de qualidade em meio a tantos sanduíches padronizados? Tudo isso por causa de um novo sanduíche no cardápio...

Encerramos aqui a nova seção. Quando eu estiver diante de 2 idéias legais e não souber direito o que fazer com elas escrevo novamente. ;)

Post #300



O Rei Leônidas agradece aos leitores do Promo Planners.

A endemia de pormim

Outro dia, um colega de armas queixou-se de que sua agência vinha de uma série de apresentações bem-sucedidas nas quais os clientes vibravam sinceramente, mas que, depois, não viravam nada ou, na melhor das hipóteses, viravam outra coisa.

Ouvi atentamente as queixas e observei que conosco também ocorria esse fenômeno, embora houvesse as tais exceções que confirmam regras.

Numa matéria da Exame sobre um trabalho de consultoria contratado pela DM-9, sublinhou-se o fato de, entre outras barbaridades, terem localizado um job que foi refeito cento e tantas vezes. Isso mesmo, mais de cem vezes. Lembrei-me então (juro que é verdade) de quando trabalhei na Almap, nos 80, e convivi com um mesmo job por cerca de quatro anos que ia, vinha, ia, vinha e nunca foi, pelo menos enquanto militei no edifício Sta. Filippa. Não tivesse eu a auto-estima resolvida, esse trabalho teria sido meu Waterloo.

Ao longo da carreira, pude acompanhar as mudanças no perfil dos profissionais dos dois lados do balcão, sendo a crescente junioridade a principal característica desse processo.

O problema da falta de pele curtida para se puxar arrastão nesse mar da comunicação do marketing não está na inexperiência, natural quando se é aprendiz, mas na função de pré-decisão para as quais agências e clientes encaminham os gafanhotos.

Pré-decisão é a típica função de quem tem meio direito de decidir. Como não existe meio sim, a pré-decisão envolve todo o não. Ou seja, são cargos que têm toda a autoridade de recusar um trabalho, mas nenhuma de aprovar, coisa que é prerrogativa apenas dos superiores (diretores, presidentes e que tais).

Quando os pré-decisores não reprovam um trabalho ou, o mais freqüente, solicitam seguidas alterações envolvendo a agência num exercício desorientador, ele “aprovam” o trabalho dizendo o fatídico “por mim, está ok”.


Ninguém com poder de decisão usa a expressão “por mim” para dar um parecer. Quando se tornar relativa a sentença com o fatídico “por mim” é porque há um “por ele”, que é quem realmente resolve. A chance de sair de uma sala de reunião com um trabalho realmente aprovado com o selo “por mim” é mínima.

Essa população, que cresce assustadoramente no marketing e trade marketing dos clientes e também entre o pessoal das agências, é que constitui a praga do pormim que medra no mercado e faz essa profissão ser cada vez mais complicada.

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Parece bobagem.




Mas não é.
Quando ví a imagem desta ação minha primeira reação foi quase negativa.
Pessoas pedindo carona que só aceitam andar em um Peugeot me pareceu banal e pedante.
Mas os proprietários de Peugeot que pararam para oferecer carona, ouviram elogios sobre seus carros, parabéns pelo bom gosto e uma caixa de chocolates como gift.
Relacionamento disfarçado de guerrilha.

UPDATE: esqueci de mencionar que esta acão ganhou Bronze em Mediana categoria - Use of Special Events & Stunt - Live Advertising. E que eu ví aqui.

O show precisa parar

Com freqüência, grande parte da força de trabalho nas agências de promoção é alocada para realizar projetos promocionais nos quais o objetivo número um é dar um show na apresentação, encantar o cliente. É lógico que dar show, no sentido de apresentar uma campanha planejada criativamente e bem estruturada, deveria ser default, fazer parte do piloto automático. Mas a coisa não é bem assim. Quando a palavra show faz parte do rebrifing da agência, ela vem como se fosse uma senha para liberar geral, propor qualquer coisa, desde que deslumbrante, mesmo que sem estabelecer nenhuma relação de causa e efeito com os reais objetivos da campanha. Aí vale tudo, desde performances teatrais que vão atingir centenas de pessoas numa praça para uma marca de distribuição em âmbito nacional com alguns milhões de consumidores, até soluções de comunicação no ponto-de-venda que só seriam possíveis se o cliente comprasse a rede de supermercados. Ou então ações que serão registradas em vídeos e depois irão bombar no YouTube, sem se preocupar com qualificação e adequação do público.

Outra forma de dar show, essa bem antiga, é gerar uma única idéia apressadamente para usar o resto do tempo replicando a mesma solução numa miríade de peças tentando aplicar a máxima goelbbesniana da verdade que se constrói pela repetição de uma afirmação.

Bem, pelo que estou dizendo, podemos então concluir que este post é um manifesto contra a ousadia e a favor do pensar pequeno e fazer com o menor esforço. Porém, o show ao qual critico é a eterna tentativa de prestidigitação para encantarmos o cliente, como o sopro da flauta do indiano supostamente faz com a serpente.

Continuo acreditando que nosso único produto é a idéia, o resto são embalagens com as quais a vestimos. Lógico que uma boa apresentação é fundamental para que o cliente consiga visualizar a idéia, mas essa tem que ser a medida.

O show pelo show, diante de clientes mais experientes, pode até fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Observe como campanhas aprovadíssimas pelo escalão inferior dos clientes, devido aos truques de ilusionismo na aprovação, dificilmente passam incólumes pelo escalão superior.

A tão justamente criticada junioridade nos clientes é outro fator que alimenta nosso tropical show que dificilmente vira business.

Você precisa ter no mínimo 1,30m para ler esse post

Lembro-me de alguns bons momentos de minha infância em Goiânia, e muitos deles se passaram no Jaó, clube tradicional da cidade. Ah! O sol quente do verão goiano, as piscinas límpidas e refrescantes, o picolé da Kibon ainda com a logomarca antiga, as tardes inteiras na quadra de futebol de areia...

Mas vamos parar de saudosismo e ir direto ao ponto. No Clube Jaó havia um grande toboágua, o maior que eu já tinha visto. Era uma descida em linha reta, daquelas de dar medo, que terminava em um piscina que parecia não ter o comprimento suficiente para amortecer a queda dos "avuntereiros". Por isso mesmo não era qualquer um que podia encarar o desafio. Na entrada do toboágua - que era controlada por um salva-vidas - ficava uma placa com a imagem de um menino que apontava e dizia: "Você precisa ter essa altura para brincar".

Você deve conhecer essa placa. Ela é muito comum em parques de diversão e já faz parte do imaginário popular. Talvez por isso ela tenha sido a inspiração dessa ação para a Unicef:



"Crianças precisam ter apenas essa altura para lutar"

Eu particularmente gosto bastante da ação porque ela choca e incomoda. Enquanto os filhos dos adultos impactados precisam ter determinada altura para andar numa montanha-russa, por exemplo, muitas crianças da mesma idade já estão indo para a guerra.

Antes de me tornar planner eu trabalhava como redator, e em uma das agências (PMK Involvement Marketing) trabalhei com clientes do terceiro setor. Minha função era convencer as pessoas em poucas páginas a tirar a bunda da cadeira, ir até o banco, colocar a mão no bolso e pagar o boleto para fazer uma doação. E você não consegue isso com títulos bacaninhas ou discursos vazios e utópicos. Você precisa escancarar a dura realidade, esbofetear a pessoa com argumentos reais estampados em palavras viscerais. Não podemos esperar que as pessoas sejam boas por conta própria. Precisamos pegá-las pelo braço, chacoalhá-las e gritar: "Vocês precisam ser boas senão uma criança de 7 anos vai morrer com um tiro no meio da testa em Ruanda!".

Obviamente você tem mais possibilidades de fazer isso no marketing direto, mas creio que essa ação promocional cumpriu seu papel de causar incômodo num momento em que todos estão pensando apenas em se divertir.

Eu só acho que a peça deveria ter um call-to-action com mais destaque, mostrando como a pessoa deve agir para ajudar. Ao invés disso há apenas o site da Unicef em tamanho microscópico no rodapé. Um erro infantil.

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

4th Annual Planning Survey

Lembra da pesquisa que mencionei aqui? Heather LeFevre acaba de enviá-la para meu e-mail. Se você participou, também já recebeu e, caso não tenha participado mas se interesse pelos resultados, segue o e-mail e os resultados:

Hello Planners!

It's taken me a bit longer than in the past, but hopefully you'll feel it was worth the wait. There are lots of interesting things to chew on and there was much more data to pore over. The huge increase in participation is all thanks to each of you forwarding and posting the links. I always like hearing what you think, so please leave a comment on my blog or send me an email.

See you next year,
Heather


Por algum motivo paranormal, os arquivos do slide share declararam guerra a mim (sim, eu verifiquei se está com acesso público) e não ficam disponíveis no post. Tentei de tudo. Caso não dê certo, vai por aqui.

Carne de 3ª

O Panhoca escreveu ontem sobre uma ação em banheiros públicos de Portugal para o lançamento da 2ª temporada do seriado Dexter.

Hoje, navegando pela internet, eu encontrei outra ação, agora da agência Kitchen , da Espanha.

Para promover a sangrenta produção americana, espalharam braços (falsos, porém realistas) em açougues de Madri. Vejam que coisa linda:



Eu não sei qual é o público-alvo da série, mas duvido que o canal açougue seja realmente relevante nesse caso. Pelo jeito pensaram em todas as idéias possíveis relacionadas a sangue e órgãos mutilados e implementaram todas aquelas aprovadas pelo cliente. Porque cá entre nós, é bem de mau gosto essa ação, não acham?

Imagine a alegria da dona de casa ao se dirigir até o açougue para comprar um pedaço de filé para o almoço (como faz diariamente) e se deparar com um braço humano na vitrine...

Ou o pessoal da agência realmente acredita que quem frequenta açougues são jovens, homens adultos e publicitários?

Papo de Boteco (ou de bêbado?)

No dia 3 de julho, na ESPM, vai acontecer o evento "Papo de Boteco: O PLANEJAMENTO NO DIVÃ", que irá reunir alguns dos principais líderes de planejamento do país.

Quem são eles?
Cynthia Horowicz, vice-presidente de planejamento da DM9DDB
David Laloum, diretor de planejamento da Y&R
Fernand Alphen, diretor de planejamento da FNazca/S&S
Ulisses Zamboni, sócio-diretor de planejamento da SantaClaraNitro
Walter Susini, sócio-diretor da Alexandria
Ken Fujioka, head de planejamento da JWT e presidente do GP

A idéia é discutir temas como como "o que é e o que não é planejamento", passando por provocações sobre "a falta de mão-de-obra especializada" e "o futuro do planejamento numa indústria em transformação" e chegando à discussão de "possibilidades profissionais para os planejadores".

Apesar do marketing promocional não estar oficialmente na pauta, acredito que seja uma ótima oportunidade para nós, Promo Planners, participarmos de uma discussão construtiva e importante para a classe dos profissionais de planejamento. Além disso, nossa presença ativa pode contribuir para que sejam abordadas questões relevantes para nosso dia-a-dia.

Por isso, clique aqui para fazer sua inscrição online.

E já que o assunto é papo de boteco, gostaria de colocar aqui uma reflexão sobre o papel do planejamento.



Sempre que pego um novo briefing me vejo diante de uma porta com inúmeras fechaduras. Cada uma representa um universo particular de possibilidades. Nesse momento sei que meu papel é encontrar a chave que vai abrir a fechadura certa. Ou pelo menos ajudar a encontrar.

É como se fosse um portal para outras dimensões. Se eu abro a fechadura X, me deparo com um esquimó pescando no Alasca. Se eu abro a fechadura Y, me deparo com um show de rock em um castelo escocês.

Sinto-me como o Indiana Jones. Muitas vezes sou tentado a ecolher a chave dourada, bonita e reluzente, mas ela pode estar reservando armadilhas mortais. Enquanto isso, a solução que eu procurava pode estar escondida naquela chave velha de cobre, quase imperceptível em meio ao molho.

Não existe uma chave-mestra, capaz de abrir todas as fechaduras. Assim como não existem fechaduras que levam ao mesmo caminho. Por isso devemos pesquisar, estudar, pensar, refletir, questionar e repensar. Na maioria das vezes só temos uma chance de acertar. Uma chave, uma fechadura.

P.S.: Apesar de todo esse papo de boteco, prometo que nesse exato momento eu não estou bêbado.

Freela de planejamento

Pintou uma oportunidade de freela em planejamento na Power, com previsão de duração de 1 mês. Quem se interessar pode ligar 37095499 e falar com Cláudia Bertoni, diretora do departamento.

É o Promo Planners mapeando oportunidades e trazendo até você! :)

Os 10 Mandamentos do Engajamento

(por Fabiano Coura, Diretor de Planejamento de Ativação da NeoGama/BBH)

As mentes das pessoas têm se infestado de preocupações e aborrecimentos na mesma velocidade em que nossa sociedade se torna (ainda) mais complexa. Em meio ao caos, uma grande verdade humana permanece: a de que a alegria continua sendo a cura para todos os males da alma humana. E se o sorriso é um sinal para o publicitário de que aquele consumidor acaba de ser “desarmado”, uma bela gargalhada então demonstra que ele praticamente se sentiu inserido no contexto da brincadeira – e essa é a comprovação de que ele está se sentindo muito melhor do que antes, e de que uma associação positiva com a marca foi criada.

Em um mundo onde a crescente quantidade diária de impactos comerciais a que somos expostos se apresenta como mais um problema, cresce a relevância de marcas, produtos e serviços que trazem diversão para vida das pessoas. O que alguns chamam de Brand Entertainment ou Brand Playability, significa algo muito mais importante do que a inserção de produtos na novela das 8h ou um joguinho qualquer na Internet com os personagens da campanha: representa um trabalho de comunicação destinado a tornar a vida das pessoas melhores, mais leves, gostosas e alegres. Porque é isso que as pessoas desejam (e não é à toa que as campanhas divertidas e engraçadas são as únicas que se transformam em sucessos virais instantâneos). Dessa forma, injetar bom humor em uma marca é um caminho importante para elevar seu awareness e ajudá-la a vender mais. Agregar simpatia, o caminho definitivo para conectá-la melhor com seus consumidores.
Para levar diversão a vida das pessoas pense em como a sua marca e seus produtos poderiam trazer mais alegria e esperança a elas. Pense sobre as pequenas coisas e os detalhes que poderiam proporcionar um dia melhor e mais feliz para seus consumidores. E não se esqueça de que até as situações mais sérias podem gerar as piadas mais engraçadas, você só precisa tomar cuidado para não ser bobo e forçado demais e acabar virando a própria piada.

Axe 3 - Mixable Fragrances = Mixable Women

GP Integrated do ano passado em Cannes
O objetivo era encontrar uma inovação de produto que fosse capaz de ampliar o consumo e incentivar a compra das variantes. A Unilever e a Vega Olmos Ponce chegaram a idéia “AXE 3”, que nada mais era do que um pack contendo 2 diferentes produtos, sob o conceito: misture 2 perfumes e obtenha um terceiro. Essa idéia se desdobrou em um conceito criativo alinhado ao território da marca: mixable Axe fragrances would give guys mixable women.
O vídeo abaixo resume todo o case e mostra todas as execuções que engajaram os consumidores com a idéia, inclusive o filme principal “Crashes”, que entrega perfeitamente o conceito.
Em termos de negócios, o incentivo ao uso dos 2 sprays ao mesmo tempo aumentou o consumo do produto em 35% e reduziu o tempo entre uma compra e outra em 10 dias.



Diamond Shreddies - 45 Graus de Mais Sabor


Após 68 anos no mercado, a marca Shreddies (cereal matinal da Kraft Foods) estava um pouco fora de forma e, de certa forma, um pouco esquecida no Canadá. O objetivo da campanha era fazer com que as pessoas voltassem a olhar para esse produto, fazer com que os consumidores reparassem nele por outro ângulo, e literalmente foi isso que a Ogilvy do Canadá fez. Esse foi um dos cases mais interessantes entre todos os que eu pude assistir hoje do long list de titanium. Interessante pela simplicidade da idéia e pela forma irreverente que ela foi executada. Repare na reação das pessoas no vídeo que conta o case abaixo e acesse o site aqui para ver um pouco mais. Tem até uma promoção que está dando diamantes de verdade numa mecânica comprou, achou & ganhou.


Cinema 3D e Outras Traquitanas

A SAWA (Screen Advertising World Association) fez uma apresentação muito divertida hoje. Demonstraram a sua tecnologia "Joystick Humano" (se você ainda não conhece, pode ver no filme ali embaixo) em um joguinho da Volvo e vários filmes em 3D que eles desenvolveram, como o show do U2 na América Latina (imperdível), um sneak preview do Journey to the Center of the Earth - o primeiro longa inteirinho filmado com essa tecnologia, alguns spots para Vodafone e para a cerveja SuperBock de Portugal (onde está a maior base instalada de cinemas 3D do mundo!), e o SENSACIONAL filme do Redbull Racing, o primeiro spot do mundo apresentado em 3D. No ano que vem eles prometem partir com tudo para Holywood e já estão também negociando com a Disney. Será que isso vem para ficar? As audiências são muito pequenas... Aliás, me parece que o Brasil deve receber o primeiro cinema preparado para 3D ainda esse ano e imagino que vai ser uma febre. Eu assisti o U2 em NY no começo desse ano e realmente a experiência é incrível demais, muito mais avançada e imersiva do que as que já vivemos no passado com aqueles óculos com plásticos vermelhos e azuis. O apelo final para o auditório lotado foi: por favor, usem a base instalada! Pensem em como alavancar essas ferramentas todas. Cool. É esperar para ver como isso avança na massa.


In The Motherhood


David Lang – presidente da MindShare e a Laura Klaubert - VP of Global Media da Unilever – apresentaram seu sitcom online “In the Motherhood”, um projeto de conteúdo assinado pela marca Suave de produtos de higiene pessoal da Unilever, e amparado em 2 insights:
(1) as mães olham para outras mães em busca de conselhos, mais do buscam especialistas;
e (2) por mais absurdo que pareça, as mães ficam felizes quando encontram outras mães em uma situação pior do que a delas (veja o episódio do avião!).
A inovação está no fato de que pela primeira vez um anunciante desse porte resolveu usar a Internet como realmente ela deve ser utilizada, mesclando suas principais forças para engajar suas consumidoras. O projeto tem todos os componentes para engajar as consumidoras com a marca, ao mesmo tempo em que divulga os produtos, aumenta a consideração e estimula a compra:
(1) As próprias consumidoras enviam suas histórias reais para os roteiristas (conteúdo gerado pelo consumidor);
(2) Os roteiros pré-selecionados são votados e discutidos pela comunidade (consumidor no poder / comunidade por afinidades);
(3) A dona da estória escolhida é então convidada para acompanhar toda a produção em Holywood e aparece no making of do episódio, que também fica disponível no o site (participação do consumidor e conteúdo diferenciado);
(4) Os programas podem ser assistidos quando e como as consumidoras quiserem (vídeo on-demmand);
(5) O produto está sempre em segundo plano, mas é evidente que ele é o grande astro do show, entregando a proposta da marca através dos temas dos episódios: Suave é uma marca que tem como objetivo ajudar as mães que desejam voltar a ter tempo que elas tinham antes de ter seus filhos;
(6) A marca atua como um “enabler” do processo de criação, colaboração e participação junto a seus consumidores – Dá voz as mães consumidoras da marca;
(7) Inúmeras execuções criativas derivadas do conceito convidam as consumidoras para acompanharem os episódios em todos os canais pertinentes (material de PVD, embalagens, spots de TV, etc);
(8) A marca atua prestando um serviço, oferecendo uma plataforma para que as mães possam se conectar entre si;
O show virou uma febre nos EUA (já são mais de 17 milhões de views) e em apenas 2,5 meses o site se tornou o 5o. destino online para pais e mães de maior tráfego nos EUA. Detalhe: a ABC fechou um acordo com a Unilever para transmitir o programa em TV, o que acabou gerando uma discussão entre nós por aqui: porque devemos celebrar o sucesso de um projeto só porque ele foi para a TV? Será que todo o charme e todos os motivos do sucesso dele (colaboração e participação) não vai se perder nesse meio de caminho? Definitivamente os tempos são outros.
Acesse o website do projeto aqui.

A azul distância

Ficar de costas para o continente, mirando em sentido inverso a azul distância de Fernando Pessoa, não nos fará compreender este país em nenhum de seus aspectos, incluindo o mercadológico.

Globalizamos a economia, os gostos, os valores, a maneira de pensar, a cultura de massa e, dedução lógica, mas não correta, vamos internacionalizar também a comunicação do marketing. Devagar com o andor! Isso pode até vir a ser ou mesmo será fato e teremos que estar preparados para esse momento desde já, porém ainda há diferenças e peculiaridades a se considerar.

O Brasil tem o maior, melhor integrado e mais funcional sistema de automação bancária do mundo. O número de computadores, de acesso à web e de compras pela internet pela classe C cresce a taxas impensadas há dois anos. Mas tudo isso ocorre sobre uma base formada por uma população na qual predominam os analfabetos e semialfabetizados funcionais, pessoas que não entendem ou compreendem mal o que lêem, embora leiam.

Esse mosaico de contrastes, por si só, já é suficiente para concluirmos que nem tudo o que vemos sendo produzido no primeiro mundo pode ser adotado aqui ipsis literis, como acabei de fazer cometendo esse latinismo.

Há, sim, um público urbano nas grandes metrópoles e pólos econômicos regionais que mimetizam o que, grosso modo, podemos resumir como internacional. São jovens em sua quase totalidade e estão presentes nos três estratos sociais que realmente contam como mercado. Mas, embora sejam a parte visível above the line, resta a porção submersa do iceberg consumidor, para a qual reproduzir ações de comunicação de marketing que nos encantam nos festivais e colunas de publicações especializadas não levará a lugar algum.

As influências, as referências são fundamentais para nós, uma nação multiétnica. Mas aí é que entra a sempre contemporânea proposta dos antropofagistas, com Oswald de Andrade à frente: o rito de digerir, alimentar-se, absorver energia de outras culturas e transformá-la em algo muito próprio.

A refeição está na mesa.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Ação em banheiros.

Para quem não conhece, Dexter é um seriado sobre um especialista em sangue da polícia de Miami, que na verdade é serial killer que mata serial killers. Ou seja rola muito sangue.
Para o lançamento da 2ª temporada em Portugal, a agência Torke fez esta ação em banheiros públicos.

Vale 1 boa idéia

Essa idéia vem direto de Auckland, Nova Zelândia. Para mostrar que carros podem ser facilmente riscados e divulgar seu serviço de recuperação de pintura automotiva, a Accent Panel & Paint implementou essa ação de guerrilha inspirada nas famosas "raspadinhas".




Promoção Enxaqueca

Vamos aumentar o número de followers da Robi!

Responda à pergunta que coloquei no meu Twitter.

Quem estiver na minha lista de followers e acertar a resposta primeiro, ganha esse livro: Internet - O Encontro de 2 Mundos, que traz textos de vários profissionais brasileiros ligados diretamente à internet, como o Fabiano Coura e o Neto, por exemplo.

Dica da resposta: tem gente que considera essa a maior palavra da Língua Portuguesa.

UPDATE: JÁ ENTREI, BRINQUEI, CANSEI E SAÍ.
Adorei conhecer como funciona, mas não quero essa vida pra mim, não, oxente!

Pra quem não viu lá hoje, a pergunta era "qual é a substância ativa de remédios pra dor de cabeça?"

E a resposta: DIMETILAMINOFENILDIMETILPIRAZOLONA

A Dea acertou primeiro e, por 4 minutos apenas, o Matheus não conseguiu! Uuuuuuuh

Parabéns, Dea!
:)

Quentão ou Cowboy?

Essa é mais velha que andar pra trás: "pense global, aja local".
Apesar de já ser uma máxima da comunicação, na prática a história geralmente é outra. Por isso eu gosto bastante quando vejo ações específicas para determinada região, que respeitem seus hábitos e costumes.

A Nestlé tem trabalhado muito bem esse quesito, com ações e produtos específicos para o mercado nordestino. Já a Coca-Cola patrocina há 14 anos a Festa de Parintins, desenvolvendo todos os anos ações que exploram a riqueza folclórica da região.

Seguindo esse linha, a Teacher’s preparou uma edição limitada para celebrar São João, em Caruaru, Pernambuco. A ativação da nova embalagem nos pontos-de-venda será feita por promotoras caracterizadas que irão oferecer dois porta-copos na compra de uma garrafa do Whisky. O brinde terá quatro imagens diferentes talhadas pelo artista J. Borges, pernambucano reconhecido em toda a América Latina por seu diferenciado trabalho folclórico.



A marca também terá divulgação em outdoor, rádio e jornal em Recife e Caruaru. Além disso, a Casa Teacher’s será novamente implementada, oferecendo atrações como Teacher’s Ink, Causos Teacher’s, Teacher´s Flash e Bar Teacher’s.

Apesar da Festa de São João geralmente não ser um momento de consumo do whisky (o quentão e a cerveja que o digam), a ação é simpática e representa uma tentativa de se aproximar da região e do seu povo. O objetivo não é mudar os hábitos da população local, mas sim agregar valor à marca.

Vale lembrar que Teacher's é uma marca popular de whisky. Seu preço é um dos mais baixos do mercado, e por isso seus consumidores não são bebedores de whisky exigentes (daqueles que sabem dizer qual é a composição da bebida apenas pelo olfato).

Uma ação assim para o Johnnie Walker Black Label, por exemplo, não colaria. Seus consumidores dão muito valor à tradição e à história da marca, extraindo dela valores de distinção e status. Acredito que nesse caso uma embalagem comemorativa de São João seria um tiro - de bazooka - no pé. A não ser que alguém me fale que também comemoram São João na Escócia...

Da estupidez popular

Temos para nós que os axiomas encerram o que seria uma rica herança de conhecimento a qual pomposamente classificamos de “sabedoria popular” ou mesmo milenar, quando ligados a culturas anciãs.
Raras vezes paramos para analisar criticamente essas “verdades-padrão”. Nada de mais haveria nisso se essa não fosse uma forma de pré-condicionarmos a maneira como pensamos, o que é extremamente perigoso para quem trabalha com idéias, como nós.
Veja onde mora o perigo:

Devagar se vai ao longe
De fato, Rubens Barrichello entrou para a história do automobilismo como o piloto que disputou o maior número de GPs da F-1; está indo longe numa carreira sem títulos, bem devagar. Em nosso trabalho, isso poderá representar a opção por uma estratégia low profile para uma marca como forma de não provocar reações da concorrência, construindo-se awareness ao longo do tempo, bem devagar, como se o mercado esperasse.

A pressa é inimiga da perfeição
Eu diria que, antes de qualquer coisa, a pressa é inimiga da lentidão. É óbvio que fazer qualquer coisa de maneira açodada implicará relaxar com os cuidados, mas isso não deve servir de argumento para nos remeter ao axioma anterior. Por fazermos disso um traço cultural é que a história do Brasil é um documentário em super slow motion.

Casa de ferreiro, espeto de pau
O último ferreiro que pensava dessa forma fechou as portas da sua serralheria no ocaso do século 20. O ferreiro contemporâneo tem em sua casa, em desenvolvimento, espetos de ligas metálicas especiais que o mercado nem sequer desconfia poder existir. Por se conformar com bobagens desse gênero é que muitas agências trabalham mal seu marketing, pouco investem em sua apresentação e descuidam da sua marca.


Mais vale um pássaro na mão do que dois voando
Isso é a antítese do sonho como motor da criação. Quando se trabalha com idéias, os dois pássaros voando serão sempre a possibilidade do novo, de algo de concreto a se conquistar.
O pássaro agarrado é a tarefa cumprida, o alvo alcançado. Como dizia o dístico da cadeira de criatividade da universidade de Búfalo: “Se funciona, está superado”.


E segue a barca
Poderia ficar contradizendo todos os ditos populares até mesmo pelo exercício de ser do contra, mas o que importa mesmo é chamar a atenção para os pensamentos-forma, sempre conformistas e limitadores, que sorrateiramente moldam nosso pensar e filtram a nossa visão. Afinal, a humanidade chegou onde está exatamente por contrariar as verdades estabelecidas.